quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

CARNAVAL

O carnaval acabou e posso dizer que foi tudo perfeito, aproveitei cada momento da festa que mais gosto nesse país. Estive ao lado de amigos que sei que posso contar em todos os momentos. Posso dizer que esse carnaval foi também de descobertas, pois percebi quem vale a pena ter minha amizade, mas a vida é maravilhosa porque temos sempre oportunidades de descobrir tudo na hora certa.
É muito bom criar minhas fantasias loucas no meio de cada bloco e ter o apoio de quem está ao meu lado, obrigado as amigas que ficaram algemadas a mim durante o percurso, obrigado também a todos que pintaram a cara comigo, obrigado também a quem rolou no chão e tomou banho de ice no meio da multidão (foi um momento único).
Valeu mesmo!!!
Jaguara, Aian (minha capital amada),Vando, Lucas Maceió, Marilia, Grazy, Ana Virginia (minha espaçosa favorita), Dorys e Agnaldo (Família), Rua e Milena, Vilmário, Dom e Juçara, Elaine, Laurinha...

domingo, 8 de fevereiro de 2009

HOMENAGEM

Hoje acordei com uma notícia que não era muito boa. Ao levantar e entrar no meu orkut, vi o recado que uma pessoa muito querida tinha partido para outro plano. Trata-se de REGINA COELI, jornalista e escritora baiana. Tenho certeza que hoje os soteropolitanos perdem uma grande profissional.
Tive o prazer de ter contato com D. REGINA COELI e receber um livro seu autografado. Além de seu trabalho como jornalista e como escritora ela deixa uma pessoa maravilhosa que está sempre presente ao meu lado quando estou em Salvador, essa pessoa é minha amiga Ana Virgínia (minha espaçosa preferida).
Tenho certeza que D. REGINA COELI ficará para sempre na memória de cada pessoa que teve o prazer de viver ao seu lado. O fato de ser escritora já a deixa imortalizada.
Sinto não ter tido mais oportunidade de sentar com ela para discutir suas poesias, mas com certeza discutirei com meus alunos em sala de aula. Sua poesia consegue transfomar a realidade em lirismo.
Como ela afirma na poesia MÃOS: "Amigas íntimas da força
tuas mãos revelam a alma...
Força Aninha. Amo você!!!

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

Clarice Lispector

"Eu escrevo sem esperança de que o que eu escrevo altere qualquer coisa. Não altera em nada... Porque no fundo a gente não está querendo alterar as coisas. A gente está querendo desabrochar de um modo ou de outro..."
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Jorge Amado

Avô, mesmo que a gente morra, é melhor morrer de repetição na mão, brigando com o coronel, que morrer em cima da terra, debaixo de relho, sem reagir. Mesmo que seja pra morrer nós deve dividir essas terras, tomar elas para gente. Mesmo que seja um dia só que a gente tenha elas, paga a pena de morrer".
(Os Subterrâneos da Liberdade - Agonia da Noite)
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Cecília Meireles

"...Liberdade, essa palavraque o sonho humano alimentaque não há ninguém que expliquee ninguém que não entenda..."(Romanceiro da Inconfidência)

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

DICAS DE LEITURA PARA O 1º BIMESTRE

Com o início das aulas começam as cobranças, já temos alguns livros para lermos:

1º ANO: A Moreninha: Obra do Romantismo Brasileiro escrita por Joaquim Manuel de Macedo em 1844. Esta obra caiu no gosto popular e ficou conhecida como primeira obra do Romantismo Prosa, pois a obra anterior escrita por Teixeira e Sousa não fez sucesso.
2º ANO: A Escrava Isaura: escrita por Bernardo Guimarães no Romantismo Brasileiro relata a história de Isaura, uma escrava branca.
3º ANO: O Guarani: obra indianista escrita no Romantismo Brasileiro por José de Alencar, conta a histórias de Peri e Ceci. Alencar coloca o índio Peri no meio do branco colonizador e o deixa na condição de cristão.
OBS.: Timba Alunos, depois deixo aqui para vocês os resumos de cada obra.
Saudações Timbalísticas!!!

AS FÉRIAS ACABARAM!!!

Voltei a rotina, as férias acabaram, mas fico feliz por retornar, pois faço o que gosto. Poxa como é bom reencontrar os amigos e principalmente os alunos, aluno novo chega, aluno antigo mata a saudade. Ser professor é sempre um recomeço, a cada momento tudo é novo, tudo é fascinante, curto demais ficar ao lado dos meus alunos, pois eles me renovam sempre. São meus timbaleirinhos do dia a dia.
De corpo e alma me entrego a eles para vmais um ano de trabalho e de sucesso.

domingo, 25 de janeiro de 2009

FÉRIAS!!!



Passando aqui de corpo e alma para matar um pouco da saudade.Sei que tenho andado meio ausente,mas é porque estou em férias, mereço descansar um pouquinho, curtir os amigos e vadiar (Como dizia Jorge Amado em D. Flor e seus dois maridos: - Tem coisa melhor do que vadiar?) rsrsrsrsr.
Abraços!!!

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Momento Elis

Minha amiga Jaguara, hoje amanheci pensando em você e nas nossas conversas culturais, principalmente sobre Elis, poxa como é bom sentar ao seu lado e ficar imaginando tudo sobre essa grande cantora. Poxa como eu queria ter ido a um show de Elis com você, com certeza seria fascinante. É interessante observar que você já estava em meu caminho, pois não nos encontramos no show da Elis, mas nos encontramos num outro show que também gostamos. E essa outra banda agradece viu? Pois sei que você só gosta deles porque Elis morreu rsrrsrs. Beijos meu amor. Amo você minha onça.
Vai aí um pouquinho de Elis para você.
Elis Regina

"Se ser geniosa, exigente e não gostar de ser passada para trás é ser mau-caráter, então eu sou." Elis Regina de Carvalho Costa era assim como se descrevia. Uma índole vulcânica e explosiva, foi muitas vezes acusada de ser arrogante e antipática, embora os amigos não poupassem elogios à sua generosidade e companheirismo. Polêmica, sim, mas fora dos palcos, porque em cima deles era - e é até hoje - uma unanimidade. Dona de uma belíssima voz, excepcional técnica vocal e de uma sensibilidade musical incomparável. Em menos de 20 anos de carreira, gravou 31 discos, onde imortalizou algumas das mais belas canções da música popular brasileira em interpretações mais do que apaixonadas. Descobriu talentos como Milton Nascimento, João Bosco, Renato Teixeira, Tim Maia e Ivan Lins.
A gauchinha tímida e recatada que começou a carreira cantando na Rádio Farroupilha de Porto Alegre, cidade onde nasceu em 1945, deu lugar a uma mulher de personalidade forte e efusiva quando chegou ao Rio de Janeiro para tentar a sorte em 1962. Desde os 11 anos já fazia sucesso na provinciana Porto Alegre da década de 50, cantando no programa Clube do guri. A primeira vez que esteve na rádio para cantar, o nervosismo foi tanto que jorrou sangue do nariz sem parar, manchando o vestido branco de organdi que a mãe tinha feito para a ocasião tão especial. E foi assim até o fim da vida. Antes de qualquer apresentação, tremia, gaguejava e precisava do incentivo dos colegas para encarar a platéia.
Marca registrada No Rio de Janeiro, fez o primeiro show no antigo bar Botlle's, em Copacabana. As brigas e inimizades que Elis cultivou a vida inteira começaram a surgir neste tempo, quando ainda tinha 17 anos e precisava se esconder do Juiz de Menores que vez em quando aparecia por lá. Decepcionada com as constantes brigas entre os organizadores do show, um belo dia sumiu do mapa sem dar satisfações. Apareceu pouco tempo depois apresentando-se no bar vizinho, no primeiro de uma série de shows que faria com a dupla Miele e Ronaldo Bôscoli.
Nesta época, Elis criou os gestos que se tornariam sua marca registrada. Quando cantava, levantava os braços e girava-os como se fossem hélices de helicóptero. Por isso passou a ser chamada de Hélice. O apelido mais famoso seria dado por Vinícius de Moraes: Pimentinha. Uma palavra que exprime a miudeza física e personalidade explosiva.
Declarações bombásticas eram comuns nas entrevistas. Falou mal da Tropicália de Caetano e Gil e mais tarde gravou músicas dos dois. Desprezou a bossa nova do marido Ronaldo Bôscoli, mas gravou com Tom Jobim e Roberto Menescal os melhores discos de sua carreira. Chamou os militares da ditadura de 'gorilas', mas cantou na Olimpíada do Exército de 1972.
Brigas homéricas: O talento era intuitivo, Elis nunca estudou canto, teoria musical nem aprendeu a tocar qualquer instrumento que fosse. E fez do palco sua morada, o único lugar onde reinava absoluta e por isso não dividia a glória com ninguém. "Separar-me do palco é a mesma coisa que castrar um garanhão", disse em 1969 numa entrevista a Clarice Lispector. A cada apresentação aprimorava mais sua performance e o sucesso veio à galope, na esteira da bossa nova. Consagrou-se em 1965 cantando Arrastão, de Edu Lobo e Vinícius de Moraes no I Festival da TV Excelsior. Era então uma garota de 20 anos, mas costumava dizer que como cantora "tinha 40 anos bem-vividos". Na TV Record apresentou, ao lado de Jair Rodrigues, o programa Fino da Bossa, considerado até hoje um dos mais importantes da história da televisão brasileira. Com Jair gravou alguns de seus discos mais vendidos, Dois na Bossa, volumes I, II e III.
Do casamento de poucos anos com o compositor Ronaldo Bôscoli, em 1967, costumava dizer que só levou de bom o filho João Marcelo e um certo amadurecimento pessoal. Juntos protagonizaram brigas homéricas, geralmente em público. Nesta época, embarcou numa promissora carreira internacional que só não deu mais certo porque não conseguia ficar muito tempo longe do Brasil. No Olympia de Paris, em 1968, foi ovacionada e voltou ao palco seis vezes depois do final do show. Após temporada de sucesso na Europa, casou-se com o pianista e arranjador César Camargo Mariano, com quem viveu durante nove anos e teve dois filhos, Pedro e Maria Rita.
Presença constante na televisão, tinha uma legião de fãs que compravam seus discos e iam aos shows. Falso Brilhante, levou ao Teatro Bandeirantes mais de 280 mil pessoas em 257 apresentações, em São Paulo (1975/76). Só Elis era capaz dessas coisas.

VOCÊ SABIA? Quando Elis casou-se com Ronaldo Bôscoli, ninguém entendeu. Eram inimigos. Bôscoli chegou a produzir um show para a cantora Cláudia com o título Quem tem medo de Elis Regina? O cronista Carlinhos Oliveira escreveu: "Elis Regina terá o consolo de saber que a guerra do Vietnã é muito pior." Numa briga, Elis jogou fora a coleção completa de Frank Sinatra, ídolo do marido.